quinta-feira, 17 de julho de 2014
Para ser menos guerra
E te sorrio, te vejo e te aprendo.
Encosto minha cabeça em teu colo e, em segurança, te mordo, atrevida, a perna que me segura o dengo. E te permito entrar em mim, comigo, para ser menos guerra e mais doçura.
sábado, 12 de julho de 2014
Sobre viões - dos grandes!
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Sobre o vento.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Sabes.
São cheiros e sabores que me invadem por completo
Desejos e afagos que me pegam e me levam,
Pra longe de mim e para perto de ti.
Pegam-me e me tomam, carregam tudo que de bom há.
Tu, apenas tu, sabes roubar meu ar.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
'Porque eu sei que é amor'

domingo, 22 de janeiro de 2012
- Colorear.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Azuis e roxos.
Em como seria aquele amor pretérito destinado a perpetuar, a perdurar - já que fazia parte da sequência de atos supostamente fatais que desarrolham a vida, que retiram a rolha do vinho vida, do vinho caminho.
E pensava, deleitava-se com as idéias mais tolas e infantis de atemporalidade, de falta de nexo espacial. Desconstruía cores e sabores de diversos amores e amantes, e se divertia frivolamente com todos aqueles agridoces azuis e roxos.
Esvaia-se, desfazia-se, exaltava seu total hedonismo interior , e gozava: de prazeres e incomuns e inconstantes.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
'Pra você correr "mansinho"'
'Tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio'
sábado, 22 de maio de 2010
.
Proponho-me a chorar desmedidamente e tentar resurgir como uma fênix.
Proponho-me a destruir-me pouco a pouco e reconstruir uma posssível vida, ou desafiar o que morre em mim, e A MORTE DÓI, dói bem mais que a própria dor.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Tudo gira em torno dos olhos, de bola.
A falta consome a menina,a toma por completo, como o frio toma o corpo quando não aquecido pelo calor dos braços dos olhos de bola.
A incompletude machuca a menina, lacera seu peito como as lágrimas que rasgam com força o seu rosto quando quando há impossibilidade de ver os olhos de bola.
domingo, 8 de novembro de 2009
Cálice
Que em momento nenhum eu pedi para ser afastado de mim
Não, eu não nego.
Eu me entrego e entregarei, se assim tu desejardes.
Eu serei tua, se os ventos deixarem,
Eu serei somente tua.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Cata- vento
A menina sonha, sonha tanto que se farta de não ter. Cansa-se da falta do material, da ausência tão dura, tão seca. A menina quer o molhado, o úmido, o cheio de fluidos, e com os fluidos que venham os doces,os agradáveis, os melhores sentimentos. Mas enche-se de vento, de brisa leve e solta, como o vento que dança com sua saia. E o vento farta-se de si, por habitar aquele corpo tão incauto, e não possuir aquela mente tão impenetrável. E a mente torna-se cada vez mais forte, a fortaleza de seu corpo está na mente, e nos sentimentos que nela estão. São os sentimentos da menina que a fazem ser o que é, a menina dos pensares demais. E eus pensares movem-se como o vento, rápido, não doce ventina, e sim tufão, passam levando tudo que não é firme e voltam à dona como num giro, como o tão desejado cata-vento.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Descaradamente andava a procurar, parava em algumas casas, à procura de lembranças vagas,jamais mais fortes que as que repousavam-nesse momento- em sua mente, arrodeava pelos cantos, corria pelas estradas, corria,corria, mas a cabeça não esvaziava, se quer amenizava. Creio que não devo me intrometer , mas acho que a menina descobriu a saudade.
No café que tomava insaciavelmente, cada pedacinho do pó moído entrava na sua garganta como a mais potente droga, mais uma vez os pensamentos e as lembranças que aquele gesto cotidiano a traziam, inebriavam e torpeciam a cabeça, e as pernas da menina.
Que coisa!
(...)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Tudo se revela!
Desliza a mão: perde a calma.
Deixa-se levar: perde a fala.
Afasta-se: e fica sem ALMA!
Rola na cama - e não descansa;
Corre pro banheiro - a perna cansa;
Volta para a sala - e tudo desanda;
Recebe um dengo, e a raiva amansa!
Ouve um som e o coração palpita
Deseja uma boca e o pulsar se agita
Pensa num gosto e a vontade grita.
Ama; e tudo se acomoda!
Quer; e tudo se assossega!
Tem; e tudo se revela!
domingo, 7 de dezembro de 2008
Brincadeira de flores e olores - dança a menina po'entre os temores
Sentiu flamejar olores, bem quistos os das Orquídeas.
E foi passear com as Zínias, Lírios e Hibiscos.
Olvidando da vida, da existência, em meio à Tulipas.
Passeia solta, colorida.
Como se quisesse afugentar os males - esvair os sustentáculos!
Aprecia a forma melancólica e distorcida,
Das violetas das Gérberas, dos Antúrios das colinas.
Exala flor do campo,
Do Maracujá rouba o prazer.
Diverte-se com a Astroméia;
E a Chuva-de-prata faz florescer.
Vive solta, banha-se em lasciviosos deleites:
-Ah! Meu desejado Copo-de-leite!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A menina e o lago
Cabelos longos -como as histórias já vividas-, braços, pernas e pensares brancos, bem brandos [abrandados a pouco, é certo], claros,porém firmes.
Um banquinho -daqueles de praça, usados pelos namorados para tudo de mais romântico- sustentava aquele corpo esguio e esbelto, e aquela alma pesada, de "chumbo e segredo",de pena e pedra, mel e vinagre, afável e acre. Seus pés mexiam insessantemente e insistentemente, numa velocidade pungente e trépida, deleitosa, lasciviosa. Suas mãos, quase finíssimas, tocavam canetas e lápis-de-cor sobre os papéis nada brancos!
Outro banco - deveras maior este, pudera!- acoitava um moço bem grande, forte, ríspido, encaracolado. Nada tinha nas mãos. Ao redor só o cenário o cercava. Era bem quieto o corpo. Pernas grossas e largas, braços brancos, asquerosamente límpidos. Já os pensares... Ai!Chegavam a alucinar! Ritmados, rápidos, rápidos! Não paravam nunquinha. Irritavam-o, mas faziam dele o que era : escritor.
Estranho! Andavam no parque os dois. Cultuavam diariamente o mesmo leito -gramíneo e molhado, quase uma ilha-, o lago; separados pela água branca - azul é reflexo do céu, oras! -, transaparente e limpa, sem gosto, creio eu - como toda água deve ser.
Uma manhã, um mergulho, encontro de corpos. E o que era impecilho virara motivo de anseio.
Gozo, gozo, gozo, e fitar - mais gozo. E a repetição do ato: continuamente...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Falta
Mesmo quando o escuro que te circunda, tentar de ti se apossar;
Mesmo quando a falta de luz - ou a falta de algo - de ti se apoderar;
Mesmo quando o breu sem fim, infinito e tenebroso medo, de ti se aproximar...
Pense que o escuro pode clarear;
A falta – um dia, ou pelo menos por um dia - pode cessar;
E o breu pode te modificar...
Quando aos poucos a solidão te tomar,
E a falta do que te faça feliz insistir em te achar.
Mostre que podes vencer a dor e o medo.
Mostre que podes curar a ti mesmo.
Mostre que podes ficar bem consigo e com quem – ou o que – quiser.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Anjo trapalhão!
O anjo que outrora vagava po'entre as nuvens de algodão,
Decidiu descer do céu, e vir fazer confusão.
Desdobrava-se para tornar realidade,
Amores que além de sonhos, necessitavam de reciprocidade.
Vagou por mentes. Que indecisões!
Procurou o amor, passeou pelos corações!
Tentou fazer com que pessoas opostas, pudessem se gostar,
Deu a elas uma condição maior de amar...
Separou – em frascos – vestígios do puro sangue de um coração desalmado, e deu de presente,
Para alguém de peito dilacerado [cujo tempo, há muito, havia desistido de dar por curado].
Observou cuidadosamente no que daria,
Pensou então, que aquilo, música se tornaria.
Deixou no ar a melodia,
De algo, que com o austero peito mexeria.
E juntou duas almas, em uma só poesia.
E juntou duas almas, em uma só poesia.
Fez versos de paixão...
Fez corpos em canção...
Mudou a expressão,
De um insípido coração.
Ah! Que anjo trapalhão!
Descobriu o amor,
E inventou a adoração.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Bem além.
E ao tocarem-se os lábios, mais que um beijo há;
Existe amor, desejo, mais que num simples beijar.
Não são só bocas.
Não são só línguas.
Não é só saliva.
São fluidos de amor trocado;
Não são somente ósculos descarados.
É o que fica depois do ato,
É o próprio sentimento encarnado.
É o bel-prazer perpetuado.
A materialização do idealizado.
É o ímpeto do fulgor,
A veleidade expressada sem pudor...
Afinal, pra quê pudor?
O que rege o ser é o amor.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Uma flor.
Não era nada a mais, apenas uma flor.
Mas exalava um odor único, um perfume próprio, possuía uma beleza rara,
suas pétalas brilhavam como a mais fina purpurina, e não existia nela,
nenhum espinho.
Habitava os vales mais sombrios e as mais altas e inatingíveis montanhas.
Era muito rara; achá-la era uma sorte! Seus hábitos eram bem peculiares;
pela manhã perfumava os ventos que por ali passavam, à tarde se fechava e
nada fazia, e à noite mostrava todo seu fulgor e esplendor. Quando vista ao
alvorecer, parecia uma pequena planta murcha; para admirá-la em toda sua
magnitude era necessário esperar a noite chegar, só assim poder-se-ia
admirá-la em total beleza.
Muitos desejavam ver a tal flor tão bela. Os amantes almejavam presentear
suas amadas com esse tão raro e valioso ‘regalo’, mas poucos sabiam que além
de difícil de ser encontrada, ela morreria quando arrancada, perderia
completamente o brilho, e murcharia de tal forma que ninguém a quisesse mais.
Um dia, uma bela dama, que se encantara pela tal flor, decidira fazer-lhe
um pedido; disse-lhe que se ela não murchasse até entregá-la ao seu amado,
trocaria sua beleza pelo simples fato de ver o brilho nos olhos da pessoa
que tanto amava. Arrancou-a então do chão, e notou que nada havia acontecido,
seu brilho permanecia intacto, parecia que ainda estava plantada. Caminhou
então em direção ao seu lar, com o intuito de ver amor nos olhos do seu bem
querer. Quando enfim conseguiu mostrar e tão esplêndida flor ao seu amor, ele
simplesmente encantou-se de tal forma que largara sua mulher para cuidar e
admirar aquela espécie tão radiante e bela - que futuramente, levou-o a loucura.
Cumprindo-se então o acordo, a dama ficara insípida, perdera toda sua
beleza, e também todo o amor que existira em seu coração. Indignada com a
situação em que ficara, decidira seguir seu caminho, sem pensar em vinganças
ou similares.
Continuou a viver simplesmente, em seu lar. Mas como não possuía filhos, nem
nada que lhe prendesse naquele local, optou então por andar errante pelo
mundo; sem destino certo, sem rumo; seguindo apenas seus instintos, e com
uma motivação única: encontrar-se novamente com uma flor daquela que lhe
roubara a felicidade.
Vagou por lugares belos e inacreditavelmente longínquos, procurou em cada
olhar, aquilo que tanto desejava, e nada encontrou. Deparou-se um dia com um
homem de aparência bastante desagradável, cujos olhos, despertaram
imediatamente seus mais profundos sentimentos. Aqueles olhos pareciam que
haviam a conquistado tão encantadoramente, que a dama não parava de
fitá-los. Perguntou então ao ‘moço’, o que fazia ele, naquele local tão
inusitado; ele então respondera que estava sem destino, e buscava algo que
não a podia informar.
Seguiram juntos, naquela jornada sem fim. Já desacreditados do que tentavam
incansavelmente encontrar; decidiram parar um pouco, pedir abrigo em algum
lugarejo próximo, descansar, e após, seguir seus rumos, um para cada lado.
Provavelmente nunca mais se veriam, mas se o destino assim quisesse, não
havia nada o que se fazer.
Andaram alguns passos além, e tiveram uma visão magnânima, à frente
avistaram, algo que brilhava mais que uma estrela do céu, e que evolava um
aroma doce e encantador. Os dois se olharam rapidamente, e entre eles houve
uma bela surpresa: a dama recuperara toda sua formosura, e o homem tornou-se
muito belo.Algo muito mágico havia ali acontecido; mas tudo estava tão
delicadamente encantador, que ambos nem podiam se conter de tanta felicidade.
Partiram então em direção a flor, se entre olharam novamente e seguiram de
mãos dadas. Ao ficarem cara-a-cara com aquela beleza toda, ofuscante e
encantadoramente bela, sorriram um para o outro, e tudo parecia mais mágico
do que qualquer coisa vivida por eles anteriormente. A lua brilhava no céu,
cintilante e arredondada, não era cheia ainda, mas iluminava aquela bela
paisagem que tocaria o coração que qualquer vivente que observasse.
A flor então se abriu completamente, mostrando uma cor rósea forte e
cintilante, indescritivelmente sublime, que apaixonou ainda mais aquele
casal tão afável; e logo após alguns segundos, se fechou e morreu.
Ninguém jamais vira novamente tal beleza, nem tal flor. Muitos até hoje
procuram encontrar o esplendor inigualável de tão rara espécie. Mas o fato é
que nunca mais se achou nenhum exemplar, exceto nos olhos do casal, que
quando morreram, juntos, possuíam na pupila uma imagem de brilho
perceptivelmente belo, cujas descrições se assemelhavam as que a dama
deixara escrita antes de morrer.
Em homenagem à essa dama, deram a rosa o nome de Luísa, aquela que superou
tudo e viveu feliz; a única que teve a dádiva de ver tal FLOR.